domingo, 15 de dezembro de 2013

4ª Atividade

 Entrevista com Rochelle Foltram


Rochelle Foltam é professora de História da rede publica de Diamantina e leciona em escola particular.Natural de Osasco e formada em Historia na USP começou cedo seu envolvimento escolar, ainda no quinto período do curso.



 "Me sinto um agente transformador da sociedade, pois sou responsável pela formação de várias crianças. Trabalho com indígenas, luto juntamente com povos indígenas para seu reconhecimento e transformação em suas vidas. A História abre horizontes na vida das pessoas para sermos mais políticos lutar por nossos direitos e se manifestar sempre contra as injustiças. A História ainda nos possibilita sermos seres transformadores dentro de uma outra temporalidade do que a imposta pela sociedade."



 Como e onde foi sua primeira experiência profissional na área como chegou ao cargo q atua hoje?

 Eu trabalhei pela primeira vez na minha área de formação no estado de São Paulo como professora na escola Touffic Joulien em Carapicuíba, mas também trabalhei na área de pesquisa mas ou menos ao mesmo tempo no Centro de Documentação Histórica de Osasco.

Leciono à quase três anos, hoje trabalho no estado e na escola particular. Passei a lecionar quando estava no quinto semestre da universidade e continuo no mesmo cargo de professora.



 Quais os principais desafios o profº de historia enfrenta no cotidiano escolar?

Eu acredito que os principais desafio das escolas do estado é a superlotação das salas de aula, os alunos passar de ano mesmo sem saber ler e escrever, o sucateamento da educação, a falta de interesse é muito grande, falta de estrutura física das dependências das escolas, falta de materiais para trabalhar com os alunos, a falta das práticas lúdicas dentro da escola e a falta de valorização do professor.

Já na escola particular temos um suporte diferente do estado, porém penso  que os problemas são os mesmos, principalmente quando queremos transformar ou trazer alguma coisa diferente para o cotidiano dos alunos.



O que você acha do material didático de historia da rede publica de ensino atual?E qual a melhor alternativa em sala de aula?

Acho o material didático extremamente ruim!

 Como já disse o governo está num processo de sucateamento da educação  o PSDB, iniciou esse sucateamento dentro do estado de São Paulo e agora percebo que o estado de Minas Gerais segue o mesmo caminho. Esse material didático não supri as necessidade dos alunos. Com este material é praticamente impossível criar uma criança que pensa criticamente, tudo tem valores e senso muito comum, mas acredito que os professores tem sua autonomia logo, eu não utilizo esses material, tento sempre fazer aulas com fotografias, músicas, sempre construimos nas salas trabalhos manuais ligados História, acredito que é muito possível mudar as formas da educação dentro da escola.



 Você acredita que o professor, principalmente de história, tem o papel de fazer formação política com seus alunos?   Como?

Eu acredito que todos os professores tem o papel de fazer a formação política nos alunos, porque todos nós somos pessoas políticas, porém acredito que para os professores de História, Filosofia, Geografia e Sociologia, faça mais parte desse processo.Para incentivar a formação política acredito que a organização tem de vir de dentro da escola, como grêmios estudantis, em São Paulo os professores, assim como eu, levamos muitos alunos para greves, passeatas, sempre discutimos em sala de aula a importância dos alunos dentro desses movimentos sociais.E para finalizar a discussão política em sala de aula tem que ser diária, sempre tem que ser dito tudo o que acontece no Brasil e ser discutido com os alunos, acredito que a formação política inicie-se através da aprensentação da Constituição Brasileira, do Manisfesto do Partido Comunistas de textos de Lênin, Bakunin e do pensamento dos alunos como seres de uma sociedade, discutir com as crianças o que elas pensam em mudar neste mundo de que  forma isso vai ser mudado. Fazer com que estes alunos pensem no meio em que vivem e assim passe a muda-ló.



                    











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